Uspianos convocam debate para discutir processos

Posted on 22/05/2012 por

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Fonte: Brasil de Fato |

“A proposta é mostrar a inquisição que existe hoje na Universidade”, explica estudante processado

Estudantes, funcionários e professores da USP (Universidade de São Paulo) realizam nesta quarta-feira (23), no conjunto de moradias estudantis um ato-debate intitulado “As verdades e mentiras dos processos contra estudantes e trabalhadores da USP”. O encontro se dará na Ágora, em frente ao Restaurante Central, a partir das 11h.

“A proposta é mostrar a inquisição que existe hoje na Universidade”, explica Augusto Saraiva, estudante preso e ameaçado de eliminação da Universidade por ter morado no espaço conhecido como Moradia Retomada, no bloco G do Crusp. Além dele, outros 53 uspianos, sendo quadro funcionários, respondem administrativamente pela ocupação da reitoria ou da moradia estudantil.

Segundo a comissão jurídica de defesa, os processos administrativos não são baseados em provas, mas em boletins de ocorrência (BO), que mostram a participação do intimado no protesto e não que o mesmo cometeu atos contra o patrimônio público da Universidade.

“Legalmente, seguindo os parâmetros da própria Constituição Federal, ninguém é punido com base em um boletim de ocorrência. Os processos são movidos pelo reitor João Grandino Rodas que foi colocado no cargo mais importante da USP pelo governador da época José Serra (PSDB) para impor uma política privatizante. Para isso está fazendo uma verdadeira caça às bruxas”, complementa Saraiva.

Participam do debate o juiz e professor da Faculdade de Direito da USP, Jorge Souto Maior, o estudante de Geografia expulso Yves de Carvalho Souzedo e representantes da Associação de Docentes (Adusp), do Sindicato dos Trabalhadores (Sintusp), do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e da Moradia Retomada.

Por causa da manifestação do último dia 16, sete diretores do Sintusp terão que depor na 93º DP entre os dias 28, 29 e 30 de maio. Contra eles também foram abertos boletins de ocorrência. Os funcionários estão sendo acusados por incitação pública ao crime, provocação ao tumulto e crime ambiental.

Publicado por Brasil de Fato em 22 de maio de 2012

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